Ela deixou um última lágrima escorrer pelo seu rosto ao se lembrar, mais uma vez, daquela cena. Por que ainda chorava por ele? Por que sentia tanta falta assim do seu melhor amigo? Certamente ela tinha Rony ao seu lado, o garoto que amava... ou achava que amava... mas ainda assim sentia falta do melhor amigo que tivera, mas que a abandonara há dois anos atrás. Ainda poderia chamá-lo daquele jeito? Alguém bateu na porta do quarto, fazendo-a rapidamente limpar o rosto e abrí-la.
- Ah, Rony. - Ela se virou e se jogou na cama novamente.
- Fiz um lanche pra gente. Está com fome?
- Não muito. - Ela virou o rosto para encará-lo. - Daqui a pouco eu desço. - Ela suspirou.
O ruivo se dirigiu até a cama e se deitou ao lado dela, apoiando a cabeça na mão, ficando um pouco mais alto para fitá-la.
- O que você tem hoje, hein? - Perguntou carinhosamente tirando o cabelo do rosto dela.
- Nada, só estou meio mal. Nada demais. - Ela se virou totalmente para ele e o encarou.
- Harry...? - Perguntou.
Ela apenas balançou um pouco a cabeça, confirmando.
Deu um selinho nela, demorado, logo começando um beijo. Ele levou a mão à cintura dela, girando o próprio corpo para que ficasse por cima dela. Desencostou os lábios dos dela e a encarou. Ela exibia um sorriso um tanto malicioso nos lábios. O beijou novamente, num movimento rápido se virou, e, quando ficou por cima dele, deu um pulo para fora da cama.
- Vou lanchar. - Disse sorrindo e saiu do quarto sem ele.
Rony sorriu, feliz, e observou ela fechar a porta. O quanto ela o fazia feliz, ele não conseguia medir.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
[4]
As inúmeras rajadas de feitiços haviam cessado. Os comensais estavam sendo levados pelos Aurores, enquanto Dumbledore conversava com algumas pessoas mais ao longe. Rony estava sendo observado por Madame Pomfrey que insistia em olhar um corte na perna dele. Hermione, um pouco mais afastada dali, abraçava Harry com força, impedindo que ele fosse, novamente, embora.
- Por que você fez isso comigo? - Perguntou meio chorosa. - Duas semanas, Harry!
Ele a soltou e segurou seu rosto.
- Eu tive que fazer isso.
- Para quase morrer, se a gente não tivesse chegado à tempo. - Disse irônica. - Eu senti sua falta, e eu fiquei preocupada com você.
- Eu também, Hermione, eu também. - Ele soltou o rosto dela, suspirando, e foi até um dos troncos de árvores que estava caído, pegando a capa de invisibilidade que havia deixado lá. - Agora... eu preciso ir. - Concluiu ajeitando-a no braço direito.
- Não! - Ela pulou novamente no corpo dele. - Por favor, Harry, por favor. Não vá embora. Eu não vou te perdoar se você for embora, juro que não vou! - Disse o soltando e o encarando. Ele percebeu os olhos fundos e vazios da amiga, que ameaçavam chorar.
Balançou a cabeça negativamente, dizendo para si mesmo que não merecia mais ficar ali.
- Não posso. Eu fui um covarde! Abandonei vocês, e vocês ainda me salvaram depois do que eu fiz.
- Salvamos porque somos seus amigos. - Ela deu uma pausa. - Na carta você pediu que um dia eu te perdoasse. Estou agora aqui, na sua frente, te dizendo que eu te perdôo e implorando para que você volte conosco para lá. - Ela apontou para trás, para o castelo de Hogwarts, ainda o encarando. Estavam no começo da Floresta Proibida.
Harry levantou o olhar, olhando uma última vez para aquele lugar. Suspirou.
- Desculpe, Hermione. Você me perdoôu agora, talvez possa me perdoar daqui há alguns anos... caso eu volte. - Ele pegou a capa no seu braço e jogou por cima de suas costas, deixando apenas a parte frontal do corpo à vista.
- Harry... - Ela não conseguiu falar mais nada. Seus olhos não aguentaram, sua garganta já estava com um nó e ela precisou chorar. Encostou a cabeça no peito dele, com as mãos no rosto, e lá ficou.
O garoto apenas a abraçou, reconfortando-a. Mirou Rony mais ao longe.
- Desculpe por não ter deixado você dizer o que sentia pra ele.
Ela desencostou a cabeça do peito dele e olhou para onde ele olhava.
- Para o Rony? - Ela sorriu. - Depois me entendo com ele. Também não tinha certeza se eu ia conseguir acabar aquela frase.
Harry riu.
- Fique com ele. Cuide dele. E diga para ele que eu mandei ele não deixar nada de mal te acontecer, ok? - Uma lágrima escorreu pelo rosto do garoto ao se lembrar que não poderia mais continuar ali. Ele desencostou novamente Hermione do corpo. Com um das mãos segurou seu rosto e a outra levou a mão dela ao próprio peito. - Você vai estar sempre comigo. Onde quer que eu e você estejamos, você estará sempre comigo. - Ela balançou a cabeça positivamente, nervosa. Mais uma lágrima escorreu pelo rosto de Hermione. Ele beijou-lhe a face lentamente. - Nunca me esqueça. - Sussurrou no ouvido dela antes de se virar para sair.
Ela ainda tentou o segurar pelo braço, numa intenção de fazê-lo voltar de qualquer jeito. Ele não queria fazer isso, mas tinha que fazer. Soltou-se do braço dela rapidamente e se cobriu completamente com a capa. Deixou Hermione lá, parada, chorando por ele.
Ela ainda gritou o nome dele três vezes, tentando, em vão, fazê-lo voltar. E a última coisa que disse naquela noite, saiu como um sussurro, quase que para si mesma: "Seu idiota!"
Fim do Flashback.
- Por que você fez isso comigo? - Perguntou meio chorosa. - Duas semanas, Harry!
Ele a soltou e segurou seu rosto.
- Eu tive que fazer isso.
- Para quase morrer, se a gente não tivesse chegado à tempo. - Disse irônica. - Eu senti sua falta, e eu fiquei preocupada com você.
- Eu também, Hermione, eu também. - Ele soltou o rosto dela, suspirando, e foi até um dos troncos de árvores que estava caído, pegando a capa de invisibilidade que havia deixado lá. - Agora... eu preciso ir. - Concluiu ajeitando-a no braço direito.
- Não! - Ela pulou novamente no corpo dele. - Por favor, Harry, por favor. Não vá embora. Eu não vou te perdoar se você for embora, juro que não vou! - Disse o soltando e o encarando. Ele percebeu os olhos fundos e vazios da amiga, que ameaçavam chorar.
Balançou a cabeça negativamente, dizendo para si mesmo que não merecia mais ficar ali.
- Não posso. Eu fui um covarde! Abandonei vocês, e vocês ainda me salvaram depois do que eu fiz.
- Salvamos porque somos seus amigos. - Ela deu uma pausa. - Na carta você pediu que um dia eu te perdoasse. Estou agora aqui, na sua frente, te dizendo que eu te perdôo e implorando para que você volte conosco para lá. - Ela apontou para trás, para o castelo de Hogwarts, ainda o encarando. Estavam no começo da Floresta Proibida.
Harry levantou o olhar, olhando uma última vez para aquele lugar. Suspirou.
- Desculpe, Hermione. Você me perdoôu agora, talvez possa me perdoar daqui há alguns anos... caso eu volte. - Ele pegou a capa no seu braço e jogou por cima de suas costas, deixando apenas a parte frontal do corpo à vista.
- Harry... - Ela não conseguiu falar mais nada. Seus olhos não aguentaram, sua garganta já estava com um nó e ela precisou chorar. Encostou a cabeça no peito dele, com as mãos no rosto, e lá ficou.
O garoto apenas a abraçou, reconfortando-a. Mirou Rony mais ao longe.
- Desculpe por não ter deixado você dizer o que sentia pra ele.
Ela desencostou a cabeça do peito dele e olhou para onde ele olhava.
- Para o Rony? - Ela sorriu. - Depois me entendo com ele. Também não tinha certeza se eu ia conseguir acabar aquela frase.
Harry riu.
- Fique com ele. Cuide dele. E diga para ele que eu mandei ele não deixar nada de mal te acontecer, ok? - Uma lágrima escorreu pelo rosto do garoto ao se lembrar que não poderia mais continuar ali. Ele desencostou novamente Hermione do corpo. Com um das mãos segurou seu rosto e a outra levou a mão dela ao próprio peito. - Você vai estar sempre comigo. Onde quer que eu e você estejamos, você estará sempre comigo. - Ela balançou a cabeça positivamente, nervosa. Mais uma lágrima escorreu pelo rosto de Hermione. Ele beijou-lhe a face lentamente. - Nunca me esqueça. - Sussurrou no ouvido dela antes de se virar para sair.
Ela ainda tentou o segurar pelo braço, numa intenção de fazê-lo voltar de qualquer jeito. Ele não queria fazer isso, mas tinha que fazer. Soltou-se do braço dela rapidamente e se cobriu completamente com a capa. Deixou Hermione lá, parada, chorando por ele.
Ela ainda gritou o nome dele três vezes, tentando, em vão, fazê-lo voltar. E a última coisa que disse naquela noite, saiu como um sussurro, quase que para si mesma: "Seu idiota!"
Fim do Flashback.
[3]
- Eu... morrer? - Ele soltou uma gostosa risada sarcástica.
- Sim, você mesmo. Não sabe contar? Somos quatro contra um. - Agora foi Harry que falou, tomando a frente de Hermione. Ele mal acabou de falar e percebeu vultos passando por trás deles, indo para onde Voldemort estava.
Os comensais logo se materializaram. Estavam em torno de 12 à 15 encapuzados. Voldemort cruzou os braços e sorriu cinicamente.
- Eram quatro contra quantos? - Perguntou sarcástico.
Rony parecia estar acabando de contá-los.
- Treze. - Disse num sussurro, quase sem voz, apavorado. Sua mão tremia enquanto segurava a varinha.
Hemione olhou para ele, temorosa, mas logo voltou-se para frente.
- Os Aurores estão à caminho, não se preocupem. - Disse Dumbledore apenas para os menores, podendo-se, agora, perceber um leve tom preocupado na voz.
- E quando chegarem aqui já estaremos mortos! - Respondeu Rony irônico, apavorado.
- Ronald... - Começou Hermione, hesitante. - ... acho que não estarei viva pra te dizer isso, então acho que vou te dizer logo. - Ele voltou-se para ela, ainda tremendo. Harry olhou por cima dos ombros ao escutar ela falando aquilo. Sorriu. Ela ia realmente falar? - Bom, é que, você pode até ser um tapado, como a Gina diz - Ela abaixou um pouco a cabeça -, mas... é que... que eu... - Ela foi impedida de continuar. Harry havia se jogado contra o corpo dela, a empurrando para o chão, gritando seu nome, após Voldemort lançar um feitiço na direção dela.
- Agora não é hora para declarações! - Lembrou-a se levantando, sorrindo. Puxou-a para cima. O feitiço bateu numa árvore mais atrás, fazendo-a cair, e soando como um aviso... a batalha ia começar.
- Sim, você mesmo. Não sabe contar? Somos quatro contra um. - Agora foi Harry que falou, tomando a frente de Hermione. Ele mal acabou de falar e percebeu vultos passando por trás deles, indo para onde Voldemort estava.
Os comensais logo se materializaram. Estavam em torno de 12 à 15 encapuzados. Voldemort cruzou os braços e sorriu cinicamente.
- Eram quatro contra quantos? - Perguntou sarcástico.
Rony parecia estar acabando de contá-los.
- Treze. - Disse num sussurro, quase sem voz, apavorado. Sua mão tremia enquanto segurava a varinha.
Hemione olhou para ele, temorosa, mas logo voltou-se para frente.
- Os Aurores estão à caminho, não se preocupem. - Disse Dumbledore apenas para os menores, podendo-se, agora, perceber um leve tom preocupado na voz.
- E quando chegarem aqui já estaremos mortos! - Respondeu Rony irônico, apavorado.
- Ronald... - Começou Hermione, hesitante. - ... acho que não estarei viva pra te dizer isso, então acho que vou te dizer logo. - Ele voltou-se para ela, ainda tremendo. Harry olhou por cima dos ombros ao escutar ela falando aquilo. Sorriu. Ela ia realmente falar? - Bom, é que, você pode até ser um tapado, como a Gina diz - Ela abaixou um pouco a cabeça -, mas... é que... que eu... - Ela foi impedida de continuar. Harry havia se jogado contra o corpo dela, a empurrando para o chão, gritando seu nome, após Voldemort lançar um feitiço na direção dela.
- Agora não é hora para declarações! - Lembrou-a se levantando, sorrindo. Puxou-a para cima. O feitiço bateu numa árvore mais atrás, fazendo-a cair, e soando como um aviso... a batalha ia começar.
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