terça-feira, 9 de junho de 2009

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Flashback.




Harry já havia fugido há duas semanas de Hogwarts. Mesma desculpa de sempre: É para proteger vocês. Estarão correndo perigo perto de mim. Essa era a frase que Hermione mais odiava na vida dela, saindo dele. Ainda o tentou impedir de ir embora, em vão. Havia deixado uma carta dizendo apenas.


Me desculpe. Espero que me perdoe por isso um dia.


Não havia dito aonde iria, muito menos fazer o quê. Ele sabia muito bem que se fosse procurar as Horcruxes, precisaria de ajuda, dos amigos, e de Aurores. Mas como Hermione dizia em seus momentos de raiva dele... ele queria dar um de heroizinho.


O dia da batalha havia chegado, Harry já lutava com Voldemort há alguns minutos.


Dumbledore chamou os dois na sala dele. Suspirou pesadamente, como se medisse as conseqüências de tal decisão.


- Vocês querem lutar?


Hermione o encarou, com os olhos semi cerrados, como se analisasse aquela pergunta. Entendeu ao que ele se referia.


- Queremos! - Respondeu a garota de imediato, sob um olhar meio apavorado de Rony.


Voldemort já apontava a varinha para Harry, que se encontrava indefeso, caído no chão.


- Um último pedido. - Disse o homem encapuzado, com o tom frio, fazendo qualquer um tremer de medo.


- Que você morra! - Harry o encarava com ódio.


- Avada Ke...


- Hey, seu babaca! Pense duas vezes antes de convocar esse feitiço. - Ele foi impedido de continuar. Harry e Voldemort olharam para onde vinha a voz.


Hermione estava mais á frente, com a varinha em punho, firme, apontando para ele. Rony ao lado esquerdo dela, com a varinha também em mãos, apesar de ver claramente o medo que ele estava. Dumbledore estava ao lado direito dela, encarando-o com uma feição séria, com a mão relaxada, apontando a varinha para o chão.


- Ora, ora, ora. Mais gente querendo ser morta! - O homem falou irônico, tirando a varinha da direção de Harry.


- Vai sonhando. - Disse Hermione novamente. - O único que vai ser morto aqui é você. - Se a garota estivesse com medo, ela estava conseguindo não transmitir isso.


Harry olhou para Voldemort, depois para Hermione. Podia-se ver, quase que claramente, as faíscas entre os dois. Pareciam que estava lutando apenas com o olhar. "De onde ela tirou essa coragem toda?". Ele se levantou devagar, pegou sua varinha um pouco atrás de si e foi até Hermione, rapidamente. Eles ainda continuavam se encarando.

Foi por causa do perfume. [1]

Capítulo 1




Era a terceira vez que Hermione ia para aquela janela da pequena casa que morava em Londres. A rua e a paisagem mais á frente, apesar de estar um céu nublado, lhe pareciam mais interessante do que o livro que já tentava ler pela sexta vez. Suspirou pesadamente. Ainda não se contentava com aquilo. Estava impaciente e um pouco nervosa, apesar de não ser a primeira vez que sentia aquilo. Não sabia por que, nem como, mas sentia que ele estava vivo. "Ele está vivo, eu sei que está!". Percebeu dois braços, consideravelmente fortes, lhe abraçando por trás.


- Você está bem? - Perguntou carinhoso, beijando-lhe o pescoço.


Ela se virou e encarou aqueles olhos azuis. Abaixou um pouco o olhar antes de falar.


- Não sei, Rony - Novamente suspirou. - Hoje faz exatamente dois anos que ele fugiu. - Olhou para o ruivo, que a encarava meio preocupado. - Você acha que ele pode estar vivo? - Perguntou esperançosa.


Ele deu de ombros, mas logo continuou.


- Voldemort pode até estar morto, mas ainda tem gente querendo matar o Harry. - Respondeu com um tom meio preocupado.


Hermione segurou o rosto dele com as duas mãos e deu um breve beijo em seus lábios, logo em seguida, o abraçando. Ela encostou o queixo no ombro do namorado e ficou a pensar.


- Ainda bem que você está aqui. - Disse ela num fio de voz.


- Estou aqui... estou aqui com você. - Repondeu Rony afagando os cachos dela.


A garota... ou podendo-se dizer mulher, já com os seus 20 anos... se desenlaçou dos braços dele e soltou um sorriso meio amarelo antes de se dirigir até o seu quarto. Fechou a porta lentamente e se jogou na cama de casal. Virou-se para o lado, parando o olhar novamente naquela foto. Por que ela ainda insistia em guardá-la? A foto era consideravelmente velha, apenas o três, sorrindo, felizes como nunca. Primeiro ano deles. Lembranças invadiram sua cabeça. Por mais que sentisse falta do melhor amigo, ainda carregava uma pontada forte de ódio dele. Mas ele ainda estava ali, naquela foto. Porque simplesmente não rasgava, tirando-o de lá, desfazendo o trio, como fizera a exatamente dois anos atrás?